Porque nunca serei uma blogueira rica

- Não trabalho na área de comunicação (aí entram jornalistas, publicitárias, web designers, social media, entre outros empregos que possibilitam as pessoas terem vários contatos com marcas, agências ou assessorias de imprensa);

- Não tenho namorado web designer, programador, publicitário, social media, fotógrafo nem jornalista (é quase que uma extensão do item acima, na verdade, já que se vc não trabalha com comunicação mas seu boy trabalha, vc tem alguma chance);

- Tenho 2 filhos os quais tem que ficar o dia inteiro na escolinha. Oq isso tem a ver? Tem a ver que tenho que pagar a mensalidade da escolinha e lá se vai quase tudo o que ganho, mas é o jeito: melhor gastar quase tudo e ainda ficar com um pouco do que não trabalhar e não ter nada, além de ter que ficar em casa com 2 crianças sem estuda;

- Não posso me dar ao luxo de gastar tudo o que ganho comigo. É a consequência do item acima, pois quando a gente é mãe solteira que, ainda por cima, tem que arcar com os custos de 2 crianças sozinhas, não sobre muita grana pra estar investindo em maquiagem, esmalte e roupa/sapato/acessórios;

- Gostaria de ganhar dinheiro com o blog, mas não posso largar meu ganha-pão para me dedicar a fazer 3 ou mais postagens diárias;

- Não acho que tudo da MAC é bom e nem acho normal gastar quase R$ 100 num batom, sombra ou blush;

- Não puxo o saco de ninguém importante, querendo me fazer de amiguete pra entrar em nenhuma panelinha.

E isso é só o que me ocorre no momento, a lista facilmente teria outros ítens se eu pensasse mais alguns minutos…

Procuro um amor que seja bom pra mim…

Essa música do Frejat é mó batida, mas o que a gente espera, no mínimo, é que o amor seja bom pra gente. E, veja bem, o que é bom pra vc pode não ser pra mim.

A verdade é que passei tanto, mas tanto tempo sozinha, tendo relacionamento só comigo mesma, que não sei mais o que é bom ou ruim. Quero dizer, sei o que não quero, mas não sei o que quero de verdade. 

Se pra muitas mulheres ser tratada como “Deusa”, colocada em um altar de adoração, com muitos “Eu te amo”, olhares apaixonados com aquela cara melosa, recheados de elogios (“Vc é linda”, “Vc é muito gostosa”, “Vc é muito inteligente” – por aí vai), enfim, essa coisa toda, parece ser tudo o que elas sonham e esperam e acham super necessário vindo de um homem, pra mim são completamente desnecessários. Sei lá, parece só um discurso pronto e vazio, onde não impera o sentimento mais puro e verdadeiro de alguém, apenas a vontade de conquistas e ludibriar e, na boa, sei tudo o que sou e o que eu não sou a essa altura da vida. 

Não sei se me faço entender, mas acho que esse circo todo só serve mesmo pra mulheres com baixa auto-estima, o que não é o meu caso. Posso até ter meus dias de patinho-feio, daqueles em que quero ficar fechada no meu mundo por me sentir mal com alguma coisa da minha personalidade ou aparência, mas não sou mais imatura, não nesse ponto. Palavras, pra mim, são apenas palavras. Amor é outra coisa.

Já vivi o suficiente pra saber que amor tá além. Que não vem de graça e nem vem pelas suas qualidades aparentes e superficiais. Não é que não acredito que vc me ame, mas não quero que vc apenas diga. Demonstre, acima de tudo. Isso, sim, é difícil, muito mais do que falar ou tentar me agradar com frases feitas.

Às vezes, sei que sou difícil, mas é justamente por querer ser simples. Por querer apenas viver em silêncio observando, calculando os riscos e tentando desviar dos obstáculos. Os anos e relacionamentos que tive assim me fizeram e, ao contrário do Frejat, não procuro um amor que me faça esquecer as feridas da vida, essas feridas foram muito importantes, pro bem ou pro mal.

Sei que poucas pessoas entendem isso, mas prefiro o amor lento, do cotidiano, da convivência, dos carinhos e gestos, até dos conflitos do que tentar embarcar na espiral de felicidade superficial, fingindo que consigo amar de uma hora pra outra. Não consigo. Posso ficar empolgada, interessada, até “apaixonada”, mas isso passa logo, e o que fica? Se vc tentar enxergar além da conquista, talvez consiga chegar ao ponto em que quero que chegue.

Amar também é manter o interesse, vivo, latente. Cada dia é um novo dia pra saber porque vc ama aquele alguém e o que tem que fazer para que ele continue amando vc. Enfim… Isso que me falta!

Achei vc, achei um amor, mas não consigo encontrar essa parte boa pra mim… O que fazer? Parece um quebra-cabeça o qual não consigo encaixar as peças…

Todas amam Christian Grey

50 Tons de Cinza

É difícil falar de alguém quando a gente está apaixonada, né? Parece que não conseguimos enxergar que todo mundo tem seus defeitos, mas podemos ficar horas listando suas qualidades e falando tudo isso com um sorriso bobo e os olhos brilhando.

Por isso, fiquei pensando se deveria ou não dar minha opinião sobre”Cinquenta Tons de Cinza”. Estou rendida, completamente apaixonada por esses livros. Antes que me achem uma taradona, logo aviso: esse livro não é só sobre sexo.

Com certeza, o fato de os livros terem páginas e mais páginas de sexo fez com que ele vendesse milhões de exemplares, mas engana-se quem pensa que ele fica restrito a isso. A grande sacada da autora foi costurar esse romance com luxúria, mas acima de tudo, em prender nossa atenção com um romance arrebatador, cheio de ação!

No começo, você pode até ficar com tesão lendo como um homem tão atraente, poderoso, seguro de si e que faz de tudo pra comer a mocinha virgem chega às vias de fato, principalmente por ele ser meio metódico e adorar um BDSM. Porém, acredite: se você começar a ler, logo nem vai ligar muito pra isso. Afinal, sejamos sinceros, sexo é uma coisa que faz parte do cotidiano saudável, assim como ir a um restaurante ou ao cinema, fazer compras ou até mesmo tomar banho. Não é isso que o livro me passa…

Ele me passa um romance meio conto de fadas, a mocinha desengonçada, que nunca se apaixonou por homem algum, de repente se apaixona por um ricaço que parece ser muita areia pro caminhãozinho dela. Mesmo assim, ela não consegue resistir à atração que surge entre eles. O problema (ah, sempre os problemas!) é que por mais perfeito que ele possa parecer, ele tem sérios distúrbios psicológicos, fruto de traumas na infância. É isso o que move a história, essa vontade da mocinha e nossa de descobrir o que esse homem esconde de seu passado, a bagagem que ele traz em suas costas. Será que o amor pode curar tudo?

O fato de o cara querer que a mocinha seja sua submissa, pra que ele possa chicoteá-la em uma sala cheia de apetrechos é só um pano de fundo pra tudo isso. Quem espera ler páginas e mais páginas de sexo fetichista vai se decepcionar.

Assim como Anastacia Steele, a cada acontecimento, a cada revelação, vamos nos apaixonando mais e mais por Christian Grey, esse é o segredo! Os cuecas de plantão ficam tentando desvendar por que as mulheres ficam tão seduzidas pelo livro e fazem teorias de que é por causa do sexo, do mistério, do conto de fadas contemporâneo. Nada disso.

O que faz a gente amar Christian com todas as nossas forças? Pra mim, amor não tem explicação, simplesmente acontece! Um homem bem sucedido, que é capaz de cuidar, de dar atenção, de endeusar mas também de repreender, de precisar de carinho e demonstrar suas fragilidades, que não tolera mentiras e nem mente, que é fiel… Porra, quem não quer um homem assim? Mas o melhor é saber que Christian e Ana podem ser qualquer um de nós, porque são muito humanos, cheios de defeitos e de hormônios. Isso também é uma das qualidades do livro.

Cada capítulo traz um gancho pro próximo, como em uma boa novela. Por isso, a gente fica preso ao livro, querendo sempre descobrir logo o que vem a seguir, qual será a próxima emoção ou a próxima pista para desvendar o passado desse homem delicioso.

Fora a trilha sonora. Gente, o que é um livro que tem trilha sonora? E eclética: vai de Beyonce a Frank Sinatra, ainda com alguma música erudita. Espetacular!

Apesar de terem sido vendidos os direitos dos livros para que fossem adaptados para o cinema, tenho certeza de que nenhum filme conseguiria sintetizar cada livro de forma que a experiência fosse completa. Não pelas cenas eróticas, mas pelos detalhes que constroem a história, os pensamentos da protagonista, enfim. Recomendo o livro totalmente.

Bem, sei que falei muito sobre o livro, mas não poderia deixar de comentar minha obsessão por essa trilogia. Se estava com preguiça de comer a lê-lo pensando que seria só sexo, sexo e uns tapinhas pra apimentar, agora você já sabe que não é só isso. E se você for homem, não tenha ciúme do livro. Qualquer episódio de Gabriela tinha tanto quanto ou até mais sexo do que “Cinquenta Tons”. 

Marechal Deodoro - Santos/SP

Marechal Deodoro - Santos/SP

Parou… “Try” da Nelly Furtado np iPad, Christian? Quer me matar?

Parou… “Try” da Nelly Furtado np iPad, Christian? Quer me matar?

O mundo é dos pageviews

Quanto mais tento levar a sério a vida de blogueira, mais desanimo. Por mais que seja um hobby pra mim, é um hobby que levo a sério. Não gosto dessa coisa de “postar por postar”, fazer o que 365 mil blogs fazem só porque é tendência.

Mas olha, vamos analisar friamente: empresas que apostam em um blog querem retorno. Qual retorno? As famosas pageviews. Sério, a maioria não espera que o retorno seja um branding, seja cliques em banners, seja buzz… Querem visualizações de conteúdo.

Apesar de ser formada a quase 6 anos em propaganda e marketing, acho que esse pensamento em termos de blogosfera é muto ultrapassado. Quer números? Vá procurar um contador ou administrador, não um blogueiro. 

Blogs, apesar de serem uma imensa vitrine são, acima de tudo, experiências e opiniões totalmente pessoais. Ou pelo menos, eram. Às vezes, fico tentada a cair pro lado “jornalístico” da coisa, que é publicar 10 releases por dia, apenas pra aumentar o tal número de pageviews… Porque é bem triste se emprenhar, querer melhorar, gastar horas do seu dia pesquisando e produzindo conteúdo original e saber que as empresas que fazem a coisa acontecer, que abastecem o blog enviando produtos novos para serem testados, que convidam pra eventos de lançamento, que anunciam, só ligam pra quantos pageviews por dia seu blog tem.

Parece que a fórmula do sucesso de um blog é: esteja em todos os maillings possíveis e imagináveis. Assim, as assessorias te mandam os releases, você posta, e pronto, as marcas vão te ver.

Mas quem está lendo o release vai comprar? Quem assiste a um comercial na tv, vê um simples banner ou anúncio do Google vai comprar?

Deveriam se preocupar mais com o consumidor ativo, aquele que comenta, que interage com quem escreve o blog… Não aquele tipo que comenta “Amei! Ah, vc é linda, te adoro!” e fim, nem leu direito o que estava escrito, só viu as fotos… Esse tipo de leitor não agrega ao blog, apenas ao número de pageviews. Conseguiram entender o ponto?

A mesma pessoa pode entrar no seu blog 15 vezes por dia se você fizer 15 posts e isso gerou 15 pageviews. Essa pessoa LEU o que estava escrito, analisou, achou aquilo importante? Nem sempre… Vamos supor que a pessoa tem 100 mil seguidores no Twitter e coloca 6 posts por dia no ar, sem que necessariamente sejam resenhas, fica claro que se cada seguidor apenas clicar no link serão 600 mil pageviews.

Mas quem, sem um suporte, que trabalha 8h por dia pra comprar seus produtos que serão resenhados, consegue ter tanto post diário? Difícil… Imagina então fotografar tudo, em detalhes, explicar como usa, pra que serve, e ainda exprimir sua opinião. Tenso! Aí, a maioria apela pros releases… Qualquer coisa que mandam, PÁ, publicam ipsis literis

Isso dá um desânimo, uma preguiça…

Às vezes, sinto falta de simplicidade infantil

Não é tão simples gostar de alguém e simplesmente ser direto, assim como quando éramos crianças? Essa coisa de ser adulto, ter ética, etiqueta, regras é so boring… Sonho com o dia em que não será ridículo simplesmente chegar pro cara de falar “é isso, tô a fim de vc: rola ou não?”, sem ter que pensar se vamos continuar amigos, agindo normalmente, se ele namora, é casado ou sei lá o que… A vida é tão simples, por que a gente tem esse dom de complicar tudo?

Entendam, claro que iria querer morrer se alguém chegasse pro meu respectivo e dissesse uma coisa dessas, ou ia querer matar a fulana. Mas talvez eu entendesse que é melhor agir às claras, ter “inimigo” declarado do que sempre “achismos”. É, a vida de adulto não passa de um “achismo”.

Acho que ele quer, acho que não quer, acho que ela não o faz feliz, acho que eu faria, acho que combinamos, acho que faz sentido, acho que não vai dar certo, acho, acho, acho… Saco! Quero viver, experimentar, saber que bicho dá. Ou não dá bicho, dá samba, dá balanço, dá certo e viveram felizes para sempre ou até semana que vem.

Queria fazer 8 e não 28 semana que vem, assim eu poderia parar de querer esquecer e falar o que sinto sem medo do que qualquer pessoa vai pensar. Meu racional já cansou de me dizer “sai dessa que é furada”, o emocional fica repetindo “e se?”. Ah, vá… Ô vida sem graça!